Episódio Final da Caverna do Dragão !!!

Achei na net e conferi nas revistas que tenho em casa:

Vou redigir aqui exatamente como nas revistas Dragão Brasil nº 66 e 67.

Existe um desenho animado que detém o título de série mais reprisada em toda a historia da Rede Globo. Desde sua estreia no Brasil em 1986, seus 27 episódios foram ao ar pelo menos uma vez ao ano. Seu tema? Um grupo de jovens transportados para uma terra de dragões e magos, de onde tentam escapar usando armas mágicas fornecidas por um benfeitor misterioso. Seu nome? Caverna do Dragão, é claro!
A semelhança com os jogos de RPG não é sem motivo. O nome original em inglês,
Dungeons & Dragons, liga o desenho ao jogo de RPG mais popular do mundo – e Gary Gygax, um dos criadores do jogo D&D, atuou também como diretor da série. Impossível esquecer as aventuras de Hank, Sheila, Diana, Eric, Presto, Bobby e Uni contra o vilão Vingador e o dragão Tiamat, em busca do caminho de casa.
Um caminho que nunca foi encontrado; a produção da série foi interrompida antes de mostrar um final. Rumores na Internet falavam de um apavorante “último episódio” em que o Mestre dos Magos se revela um vilão, os jovens terminavam suas vidas no inferno e outras bizarrices – que JAMAIS teriam qualquer chance de ocorrer em um desenho animado norte-americano produzido na década de oitenta!
Mas o episódio final de Caverna do Dragão chegou a existir, ainda que nunca fosse produzido. Sob o título “Réquiem”, ele colocava os heróis diante da escolha decisiva – continuar combatendo o mal ou voltar para casa.
Michael Reavers, autor do roteiro original, autorizou sua tradução e adaptação para a língua portuguesa – bem como sua publicação nas páginas da DRAGÃO BRASIL. E a primeira parte você vai conferir agora …

O pequenino homem de manto vermelho permanece parado no enorme platô, olhando para os lados como se procurasse algo. Sob enormes monólitos, uma lenta névoa cinza e cintilante circula envolvendo todo o lugar.
– Vingador?
Como que em resposta imediata, um rio fulmina um dos monólitos de pedra mais próximos. As duas metades do antigo monumento tombam para os lados ainda fumegantes, como soldados numa estranha reverência àquele que se revela: o Vingador.
– Estou aqui, velho. Você é um idiota, Mestre dos Magos.
O velho se vira para encará-lo, as sobrancelhas arqueadas indicando mais uma expressão de curiosidade do que de indignação.
– Seus pupilos estão condenados a falhar. Eles são bravos, mas somente porque você os apóia.
– Não. Eles podem triunfar sobre qualquer coisa no Reino – como você bem sabe. Eles não vão falhar
Uma expressão de aborrecimento cruza o rosto do Vingador. Aos poucos, porém, é substituída por um sorriso astuto e ameaçador.
– Então você não se oporia a um teste de coragem. Vamos ver quão bravos eles são sem você por perto. Se tiverem sucesso, eles terão a Chave.
– E se eles falharem … o que perdem?
O Vingador ergue um punho. Energias místicas circulam ameaçadoras por sua mão.
– Tudo. Suas armas … e suas vidas.
O Mestre dos Magos balança a cabeça e reúne as mãos em um suspiro.
– Então, que assim seja
…………………………………
Longe dali, em um pântano, uma enorme hidra persegue nossos heróis. Bobby, Hank, Eric, Diana, Sheila, Uni e Presto correm por suas vidas através de uma vastidão lamacenta.
– Faça alguma coisa Hank! Você é o líder!
Como que respondendo ao apelo do amigo Eric, Hank dispara uma flecha de energia em direção à hidra. A flecha se enrosca nos pescoços do monstro, enlaçando-os por um instante. Infelizmente a alegria dura pouco. A hidra se contorce, quebra os laços brilhantes que a envolviam e retorna sua caçada surpreendendo o arqueiro.
– Ela é muito forte!
Incapaz de correr mais d que o monstro, Eric é agarrado por uma das cabeças e fica pendurado pela capa de cavaleiro.
– Socorro!
Ouvindo o pedido, Bobby, o caçula, usa seu tacape para atingir uma arvore morta. As raízes aos pouco se desprendem e a arvore começa a balançar.
– Madeeeeira!
A arvore cai espantando a hidra, que solta Eric. O jovem cavaleiro se arrasta na lama saindo por pouco do alcance de uma outra cabeça sibilante.
– Essa tem mais cabeças que Tiamat!
Diana, a acrobata, se esquiva de uma das cabeças e salta sobre a outra numa tentativa de ataque.
– Não há lugar para se esconder! Ela vai nos pegar mais cedo ou mais tarde!
Bobby, Presto e Uni ficam encurralados numa pequena afloração de rocha. Duas cabeças serpenteiam e sibilam para eles. Presto tenta usar seu chapéu mágico, mas é impossível. Não há espaço para tanto.
– Ela nos encurralou!
Bobby percebe a situação de sua irmã e investe sobre a hidra, de tacape em punho.
– Estou indo, mana!
Antes que o pequeno bárbaro possa fazer alguma cois, uma das cabeças da hidra se adianta e agarra a arma de bobby, deixando-o suspenso.
Eric continua se arrastando de quatro pela lama, lutando por sua vida. De repente olha para  alto e uma sensação de alívio cruza seu rosto.
– Tudo bem! Tudo vai ficar bem agora!
O cavaleiro aponta para o alto. Hank e Diana arriscam uma olhada enquanto mantêm uma das cabeças afastadas.
– Mestre dos Magos
O pequenino mago se encontra em uma saliência de rocha. Abaixo seus pupilos formam um semicírculo, com a hidra no centro.
– Mestre dos Magos, nos ajude! Tire-nos dessa! O senhor vai dar um jeito, não vai?
O Mestre dos Magos olha para baixo. Uma expressão carrancuda, dura e impiedosa preenche seu rosto.
– Vocês entraram nisso sozinhos, meus jovens amigos – ele diz, severo. – Agora saiam sozinhos!
Ele se vira e salta da saliência, saindo da vista dos jovens. Eric olha para cima, incrédulo e desesperado.
Aproveitando-se do susto do Cavaleiro, uma das cabeças ataca. Hank *** sobre Eric, salvando-o do ataque e levantando-o logo em seguida.
– Você viu, Hank? Eu não acredito! Ele nos desertou!
– Vamos nos preocupar com isso mais tarde. SE houver mais tarde.

Ele dispara três flechas de energia em rápida sucessão. Enquanto isso, Presto, Sheila e Uni continuam acuados. Uma das flechas acerta  rocha ao lado deles criando uma fissura através da qual eles se arrastam em busca de proteção.
A Segunda flecha atinge o tacape de Bobby, ainda pendurado por uma das cabeças. O impacto o libera e ele cai para sair correndo logo em seguida. Diana se protege repelindo outra cabeça com sua vara.
A terceira flecha explode com um clarão diante dos olhos da hidra, fazendo-a recuar. Diana salta sobre uma pequena rocha e corre. OS garotos se reagrupam, armas prontas diante dos movimentos ameaçadores do monstro. Uni se aperta junto a Bobby, Sheila observa preocupada.
– Ela continua vindo! O que vamos fazer?
Hank olha em volta em desespero, então aponta para algo ao longe.
– Por este lado! Vamos!
Os garotos correm tropeçando em raízes, as roupas se prendendo a arbustos numa fuga difícil e torturante. A hidra permanece sempre próxima. Os olhos de Hank estão fixos em algo à frente. Uma cabeça quase o alcança.
Logo à frente se estende um brejo com  aparência repulsiva. Uma grande e aparentemente nociva poça de agua verde. Os garotos corre exatamente nessa direção. Hank continua com o olhar fixo até que cheguem à borda do brejo.
– Agora! Espalhem-se!
Eles correm cada um para um lado, ao longo das bordas do brejo. Incapaz de parar, a hidra cai no atoleiro, afundando lentamente e sibilando em protesto. Os garotos se reagrupam em volta do brejo, mas longe do alcance da hidra, exaustos, sujos de lama e sem fôlego.
Presto cae de joelhos. Bobby se segura no manto da irmã. Diana de apóia cansada em sua var. Uni se estica na lama. Hank também se inclina, sem fôlego, mãos apoiadas sobre os joelhos.
– Conseguimos. Ainda estamos vivos.
– É – protesta Eric, furioso –  Mas não graças ao Mestre dos Magos!
…………………………………
Mais tarde, nas Planícies de Sal, os dois sóis baixos no horizonte dão ao solo uma coloração avermelhada. Os garotos, parecendo ainda mais exaustos, se encontram em uma bifurcação da estrada través dos campos.
Embora aquela que segue para o leste parece mais usada, nenhuma das duas oferece algum atrativo em especial. Um poste de madeira velha e cinzenta está colocada na bifurcação. Uma das placas está caída. A outra pende de um prego enferrujado, apontando para o céu. Presto resolve examiná-las.
– De acordo com a placa, as Montanhas de Fogo são…  nesta direção.
Ele aponta para cima, imitando a placa. Bobby pega a outra placa e limpa um pouco para conseguir ler.
– Esta direção indica o Mar das Tristezas.
– Que ótimo – diz Sheila, olhando para as duas estradas – qual estrada vae pra onde.
Eric parece deprimido.
– Quem se importa? Isso não significa nada. Não posso acreditar que ele nos abandonou daquele jeito.
Eric se encaminha para o leste. Hank percebe que  a responsabilidade de tomar uma decisão é sua. Ele olha de uma estrada para a outra, e então aponta a estrada oeste.
– Nos vamos para oeste, Eric.
O cavaleiro olha para ele, mas não se move.
– Por quê?
– É descida. É mais provável que achemos agua.
Eric volta para a bifurcação, olhando para Hank. Ele franze o celho. Os outro assistem apreensivos, sentindo a tensão.
– O outro caminho tem uma estrada melhor. Deve levar a uma cidade.
Hank esta impaciente, mas tenta se controlar.
– Eu sou o líder, Eric. Você mesmo disse isso antes, lembra?
– Eu estava sob um bocado de pressão naquela hora – respondeu Eric, desafiador. – Talvez eu veja as coisas mais claramente agora. Talvez seja a hora de termos uma pequena votação. O que você me diz, Presto?
Eric se vir para o mago em busca de apoio. Presto olha para os outros nervosamente.
– Ahn… bem… a estrada leste realmente parece melhor.
Diana fica ao lado de Hank, assim como Uni e Bobby, que o desafia:
– Ah é? Bem, eu acho que a estrada oeste parece melhor.
Uni olha para Eric desdenhosamente. Sheila parece incerta e, como sempre tenta mediar a situação.
– Agora espere um minuto, Bobby….
– Fica fora disso, mana!
Atordoada pela reação do irmão, Sheila dá um passo para trás, ficando mais próxima de Eric. Uma discussão violenta se inicia. Os garotos gritam apontando dedos acusadores uns para os outros. Hank é o único que não toma parte na discussão; permanece de fora, olhando incrédulo, até finalmente se colocar entre as duas facções e levantar as mãos.
– Parem! PAREM! Nós todos sabemos o que é isto. Não estamos zangados uns com os outros. Estamos zangados com o Mestre dos Magos.
Embaraçados, sabendo que ele esta certo, os outros cessam de discutir. Evitam cruzar olhares. Hank faz um gesto de desamparo.
– Eu não sei o que dizer… exceto que está ficando escuro e é melhor acharmos um lugar para acampar.
Ele se aproxima de Eric.
– Você faz questão, Eric? Então está bem. Lidere o caminho.
O cavaleiro parece um tanto ofendido, mas volta-se para a estrada leste e começa a caminhar. Os outros seguem pouco apouco enquanto Hank assiste a tudo. Bobby e Uni são os últimos. O pequeno bárbaro se vira e olha para Hank, que só então segue o mesmo caminho de seus companheiros, com olhar impassivo.
…………………………………
É noite no Mar das Tristezas e os garotos se abrigam em um bosque. Uma pilha de gravetos queima no centro do acampamento. Todos se encontram sentados em troncos e pedras à volta do fogo. Hank larga o arco, que usara pra acender o fogo há instantes e junta-se aos amigos. Ao fundo a lua é refletida no mar, as ondas batendo na praia. Diana resolver quebrar o silêncio.
– Talvez não fosse realmente o Mestre dos Magos…
Eric mexe na fogueira com um graveto. Fagulhas se espalham.
– Era ele. Você acha que eu não o reconheceria? Todo esse reino é uma prisão, sabiam? E nós todos somos prisioneiros. Pensamos que o Mestre dos Magos era nosso amigo, mas agora sabemos que ele não passa de outro carcereiro.
Sheila se aproxima do fogo, tremendo mais de medo do que de frio.
– O que faremos agora? Se o mestre dos Magos nos abandonou, quem vai nos ajudar?
– Eu vou.
Todos reconheceram a voz. Em um instante todos se levantaram, armas empunhadas, encarando a escuridão que cerca o bosque além da fogueira. O Vingador surge da escuridão, entrando no circulo de luz. Uni se esconde atras de Bobby.
– Fiquem calmos, meus jovens inimigos – diz o vilão erguendo as mãos em sinal de paz. Não vou feri-los.
Hank olha cheio de suspeitas, uma flecha de energia pronta para ser disparada.
– Mexa-se bem devagar, Vingador.
Um dos cantos da boca do vilão se ergue ao ouvir o aviso de Hank, em uma espécie de sorriso distorcido.
– Então, o mestre dos magos finalmente mostrou sua real face. Vocês nunca se perguntaram por que os conselhos dele sempre levaram para novas batalhas, e nunca de volta para seu próprio mundo?
Eeic, Sheila e Presto parecem indecisos. Bobby, Diana e Hank continuam mantendo suas armas prontas. Apenas as ondas batendo na praia quebram o silêncio sepulcral.
– Tem sido conveniente para vocês encarar o Mestre dos Magos como bom e a mim como mau. Mas as coisas não são tão simples.
O Vingador olha fixamente para as chamas enquanto continua:
– Eu lhes permiti viver antes. Ajudem-me agora e eu lhes concederei seu maior desejo. Eu os mandarei de volta ao seu mundo.
Ele faz um gesto na direção das chamas, que aumentam, formando um portal dimensional em miniatura – através do qual é possível ver o parque de diversões.
Eric, Sheila e Presto olham esperançosos para a imagem tremeluzente.
– Longe, ao sul, situa-se a Fronteira do Reino. Lá vocês deverão encontrar um cenotáfio. Uma tumba vazia. Dentro dela está um a chave,  a qual vocês deverão jogar no Abismo.
O Vingador faz outro gesto e a imagem desaparece ao mesmo tempo em que uma onda quebra estrondosa.
– Façam isso e vocês voltarão para casa. Vocês têm a minha palavra.
A chama aumentou novamente, mais do que nunca. Quando diminuiu, o Vingador já não estava mais ali. Eles olham uns para os outros, em silêncio. Repentinamente, Hank dispara para o céu a flecha que estava preparada em um gesto de desafio. Ela explode acima de sua cabeças, gerando uma luz sinistra.
– Esqueça, Vingador! Nunca trabalharemos para você!
Eric dá um passo à frente.
– Espere um minuto, Hank. Que opção nós temos? O Mestre dos Magos nos abandonou… o Vingador pode ser nossa única única passagem de volta.
– Eu acho que ele tem razão – diz Presto, juntando-se a Eric. – O vingador é cruel, mas tem um código de honra. Eu acredito nele.
– Eu também – acrescentou Sheila. – Tudo o que  quer é voltar para casa. Não me importo quem será o responsável.
Hank, Bobby e Diana olham incrédulos para os outros.
– Não podem estar falando serio – diz Bobby. – Vocês sabem que  o Vingador significa encrenca.
Hank se dirige a Eric e estende uma mão.
– Nos estamos juntos todo esse tempo, Eric…
– E dai, Hank? – o Cavaleiro afasta a mão com raiva. – Ficamos juntos todo esse tempo  e isso não nos levou para casa. Vocês podem fazer i que quiserem. Nos vamos atras daquela chave.
Ele se vira e vai embora. Presto hesita por um instante e então o segue. Sheila lança um ultimo olhar para o irmão antes de ir.
– Bobby, você não vai mudar de ideia?
O pequeno bárbaro parece, repentinamente, muito jovem e indeciso- mas sacode a cabeça e se aproxima de Hank,
– Eu acho que você esta cometendo um erro, mana.
Sheila se vira e corre em direção à escuridão, atrás dos outros. Os três restantes e Uni assistem à partida deles. Ao fundo, apenas o som das ondas.
…………………………………
Na praia, as ondas espumam na areia. Um velho galeão está encalhado ali perto. As velas balançam em farrapos. Eric, Presto e Sheila sobem no convés destroçado. Eric olha para o mago.
– Você acha que pode fazer essa coisa voar, Presto?
O mago tira o chapéu e faz um passe de mágica sobre ele, o rosto franzino em concentração.
– A mágica no chapéu libertamos; deixe-nos voar pelo céu como no mar navegamos.
Um arco de luz cintilante surge do chapéu, envolve o galeão e o ergue, livrando-os da areia. O galeão levanta vôo, as madeiras rangendo em protesto pelo esforço. As velas esvoaçam inúteis. Eric está na proa olhando seriamente. Sheila logo atrás.
– Nós estamos fazendo a coisa certa, Eric?
– Eu não sei. Mas não vamos desistir.
…………………………………
No acampamento, Hank, Bobby, Uni e Diana estão próximos ao que resta da fogueira que se apaga aos poucos. Ao longe observam a silhueta do galeão passando à frente das três luas.
– Temos que alcançar a Fronteira do Reino primeiro de alguma maneira…
Um rugido interrompe Hank. Todos olham para longe e reagem. Um enorme dragão de bronze ruge e pousa à beira da água. Suas assas espalham espuma e areia. Bobby recua um passo por precaução, erguendo a clava.
– Exatamente o que precisávamos. Mais problemas!
Uni se manifesta. Diana dá um passo a frente.
– Espere, Bobby! Este é um dragão de bronze. Ele pode nos ajudar.
A fera observa Diana enquanto ela se aproxima com a vara erguida. Ela dá leves pancadinhas em seus chifres, como um guia indiano tranqüilizando um elefante. Com uma bufada, o dragão abaixa a cabeça. Diana olha triunfante para os outros.
– Todos a bordo!
Os outros se juntam a ela nas costas largas da fera alada. Há espaço suficiente para Uni se aconchegar no meio de duas enormes placas que o dragão apresenta nas costas. Diana senta logo atrás dos chifres.
– Espero que você saiba o que esta fazendo, Diana.
– Eu também, Hank.
Ela bate levemente nos chifres outra vez. Com um rufar de asas, a grande criatura ergue-se no céu noturno. O dragão de bronze voa atras da forma do galeão que vai sumindo à distância…
…………………………………
Pela manhã, o dragão continua seguindo o navio voador. Eles voam para o sul, sobre uma terra pedregosa e árida. No oeste os dois sóis estão nascendo.
Diana, Bobby e Uni estão adormecidos enroscados nas cavidades entre as placas e as asas que batem. Hank está em outra cavidade, olhando seriamente adiante, o vento em seus cabelos. Ele olha para o galeão. Diana toca seu ombro. Ele se volta para os amigos, esfregando os olhos sonolentos.
– Você devia dormir um pouco – ela diz.
Hank olha ao longe, franzindo o cenho.
– Por que você acha que estamos aqui, Diana?
– No Reino? Eu sempre pensei que fosse para derrotar o Vingador.
Hank volta o olhar adiante.
– Eu também. Mas estou começando a imaginar. Talvez o Vingador esteja certo sobre uma coisa: talvez as coisas não sejam tão simples.
Bobby acorda agitado.
– Ei, olhem!
Agora Uni também está acordada. As montanhas de fogo estão perto e pode-se ver que são, na verdade, vulcões. Cortinas de fumaça e cinzas flutuam sobre caldeirões de lava borbulhante. Fontes incandescentes jorram. Nenhum dos picos esta a ponto de entrar em erupção, mas todos juntos se apresentam como um desafio perigoso.
O galeão serpenteia em seu caminho entre os picos mortais. Eric engole em seco ao passar muito próximo a um lago de fogo.
– Ei! Estamos indo mais devagar, Presto!
Presto tira seu chapéu e o sacode, tentando tirar mais alguma mágica. Nada acontece.
– Acho que meu feitiço esta ficando sem combustível.
Sheila olha pra trás.
– Eles estão nos alcançando!
O dragão de bronze voa através das nuvens de cinza.
Hank olha para baixo e grita:
– Parem, por favor!
– De jeito nenhum!- Eric responde, desafiador. – Esta é a nossa única chance de ir para casa!
Hank fica zangado. Apanha o arco.
– Então que seja como vocês querem!
– Hank! –diz Diana, agarrando sua mão. – O que esta fazendo?
– Vou forçá-los a descer!
Ele se livra do braço de Diana e dispara uma flecha. Eric ergue seu escudo. A flecha ricocheteia e atinge direto uma das crateras ferventes, causando uma tremenda erupção. Uma chuva de fragmentos ardentes cai no convés, ateando fogo ao restante das velas em trapos. Nuvens brilhantes envolvem o barco. Sheila e Presto se reúnem sob o escudo de Eric. A fumaça obscurece a cena enquanto Shaila, Eric e Presto gritam com medo
– Hank! O que você fez?
Enquanto isso, pedaços em chamas são lançados da cratera em atividade para dentro dos outros vulcões. Um lado inteiro da montanha explode, enviando uma onda de vento e rocha incandescente. Uma nuvem mortal de gás e pedra pulverizada.
À medida que o vento vem em sua direção, Hank, Diana, Bobby e Uni gritam apavorados. O dragão de bronze se volta em uma tentativa de escapar da nuvem de pedras superaquecidas.

CONTINUA NA PROXIMA EDIÇÃO

Vou pular o breefing da ed 67

Nas Montanhas de Fogo os vulcões continuam cuspindo fogo e lava em fúria. Uma nuvem de pedras incandescentes se aproxima cada vez mais do dragão de bronze que Diana, Bobby, Uni e Hank cavalgam.
– É muito rápido para nós!
Como que respondendo ao apelo do amigo, Diana dá leves pancadas no focinho da fera. O dragão entende o comando e sobe, evitando por pouco o encontro com a nuvem de pedras flamejante.
O monstro pousa exausto na Planície de Lava, descarrega seus jovens “passageiros” e parte. Os quatro olham pensativos na direção das Montanhas de Fogo. Todos sabem que dificilmente os outros poderiam Ter sobrevivido ao acidente com o barco voador. Bobby não consegue segurar o choro.
– Eles não conseguiram, não é?!?
– Claro que conseguiram! – diz Diana, tentando sustentar o falso ânimo. – Eles já passaram por coisas piores que isso.
– Hank? – insiste Bobby, ignorando a irmã. [adotou  pq  a sua morreu???]
Hank olha fixamente para o horizonte. Seus ombros estão caídos. Ao longe, o fogo queima alto como uma enorme pira funerária.
– Sinto muito, Bobby. O erro foi meu.
Bobby se vira e vai embora. Diana se aproxima e pousa a mão no ombro de Hank.
– O que faremos agora?
Hank se recompõe e assume uma expressão firme. Seus amigos estão mortos. Mas, para ele, a vida continua.
– Os vulcões não vão permitir que voltemos. Temos que continuar… até a Fronteira do Reino.
Hank olha na outra direção, assim como Diana. A planície continua por uma longa distância – e, ao seu final, uma colina se estende nas duas direções, tão longe quanto podem ver. No topo, vagamente visível, está o Cenotáfio: uma torre solitária, em ruínas, no topo do mundo.
…………………………………
Em outra parte da planície, Eric, Sheila e Presto procuram um caminho através da planície de lava negra. O galeão naufragado queima ao fundo. Sheila sobe com dificuldade até o topo de um pedregulho anguloso e olha de um lado par o outro.
– Bobby? BOBBY?
– Algum sinal deles?
O manto de Sheila balança ao sabor do vento. Ela estreita os olhos, lança um último olhar ao redor e baia a cabeça.
– Nenhum, Eric. Eles devem ter…
Ela esconde o rosto nas mãos e cai de joelhos. Eric também baixa a cabeça. Presto olha para ele com simpatia.
– Não foi sua culpa, Eric.
– É, tá certo. Algum outro cara usou meu escudo para desviar a flecha de energia para dentro do vulcão. Se não fosse você usar o chapéu magico para nos libertar, seríamos carvão agora,
– Vamos – continua Eric. – O mínimo que posso fazer é achar a chave do Vingador e levar vocês para casa.
Ele se volta e caminha penosamente. Presto, preocupado com seu amigo, o segue. Após um momento, Sheila fecha a retaguarda.
Há lagrimas em sua face.
…………………………………
Na Fronteira do Reino o Cenotáfio se ergue alto e imponente como um arranha-céu, na borda do penhasco. Em uma sacada próxima ao topo estão o Vingador e o Mestre dos Magos. Eles olham para baixo.
– Você vai perder, velho – rosna o vilão. – O desejo deles de voltar para casa é mais forte que qualquer outra coisa. Sem seu apoio, eles vão desmoronar.
O Mestre dos Magos parece preocupado, mas sua determinação é maior.
– A coragem deles não vai falhar. Ele[s] farão o que deve ser feito.
É possível ver os dois grupos de garotos seguindo vagarosamente seu caminho em direção à torre, por lados opostos. O terreno irregular oculta um grupo do outro.
– Veremos. O que há no Cenotáfio vai testar a coragem deles.
…………………………………
Hank, Diana, Bobby e Uni param diante da porta do Cenotáfio. Ela é enorme e tem o formato de uma cabeça de dragão. Suas mandíbulas emolduram a entrada.
– Aqui estamos nós. E agora, o que fazemos, Hank?
Hank se apoia, desanimado, contra a porta.
– Não sei, Diana. Acho que fomos o mais longe que podíamos. Parece que guiei a gente para o desastre.
Eles olham uns para os outros, sem saber o que dizer. Uni se aproxima de Hank, que descansa a cabeça na mão em atitude de desespero.
– Ei, vejam o lado bom – diz uma voz familiar, vinda de trás deles. – Vocês chegaram antes da gente!
Todos olham na direção da voz, reagindo com alegria. Eric está sobre uma pequena elevação, sua capa esvoaçando, em atitude atrevida. Sheila e Presto entram em cena atrás dele.
– Bobby
Os dois irmãos correm de encontro um ou outro e se abraçam. Os outros também se abraçam, alegres pelo reencontro. Uni salta em volta, balindo de alegria.
– Cara, estou contente em te ver! Pensávamos que vocês já eram! Como escaparam daquilo?! Nunca mais vamos nos separar!
Hanck e Eric estão com as mãos nos ombros um do outro.
– Estou contente que vocês estejam bem, Hank. Agora tudo que temos que fazer é conseguir aquela chave e ir para casa.
Hank se afasta de Eric, parecendo surpreso.
– Vocês anão continuam pensando em fazer isso, não é?
Todos se afastam aos poucos. Inconscientemente ou não, o grupo se divide outra vez.
– Pode apostar que estamos. Eu quero dormir na minha própria cama esta noite.
–  Eric, você ainda está sonhando se pensa que o Vingador vai cumprir sua promessa.
– Se houver a menor chance – diz Sheila, movendo-se para frente de Eric – temos que tentar.
Hank pára diante da porta, resoluto.
– Esqueça, Eric. Ninguém abre essa porta.
– Isso é o que você pensa! Presto mostre a ele!
– Bem… tá certo….
Presto tira o chapéu e o aponta para a porta. Um raio de força mágica explode de dento do chapéu, surpreendendo o jovem magico tanto quanto aos outros.
Hanck tenta se esquivar da magia que se aproxima, mas uma ramificação do raio o ergue e gentilmente põe de lado, enquanto a força principal da magia atinge a porta do Cenotáfio, rachando-a.
Presto, Sheila e Eric correm para dentro do Cenotáfio.
– Com essa são três, Presto – grita Eric. – Você esta no topo da lista.
Hank, Diana, Bobby e Uni ficam presos pelo restante do feitiço de Presto. Quando conseguem se livrar, já não há sinais dos outros.
– Temos que impedi-los! Estão caindo direitinho nas mãos do Vingador.
O grupo corre para o Cenotáfio atrás de seus amigos. Eles entram em uma câmara enorme e vazia, com um porta lateral que leva a uma escadaria.
Eric, Presto e Sheila já estão subindo quando uma flecha de energia atravessa o ar logo acima de suas cabeças, parando-os.
Eric olha para trás. Hank, Bobby, Uni e Diana estão logo na entrada. Hank tem outra flecha pronta pra disparar.
– Não faça isso, Eric
– E como você vai me impedir, Hank?
Hank aponta a flecha. Diana e Bobby olham para ele ansiosamente.
– Eu não sei, mas nenhum de nós quer saber como.
Os jovens estão tensos com a espera, quando o chão treme repentinamente, acompanhado por um estrondo. Todos olham em volta com apreensão.
– O que foi isso?
O estrondo começa novamente, muito mais forte agora. Enormes pedras racham. As rachaduras surgem de um centro, tornando-se fissuras. Das fissuras começam a fluir jorros de um protoplasma viscoso e translúcido, parecendo uma geléia. Os jorros começam a fluir na direção de Diana, Hank, Bobby e Uni. Pseudópodes monstruosos se erguem e procuram cegamente por eles. Hank empurra Diana e Bobby em direção as escadas.
– Saiam do chão! Rápido!
Eles sobem rapidamente as escadas. O chão agora está coberto com a massa semi-sólida, que começa a fluir atrás deles. Ela se ergue como uma ameba gigante, emitindo sons repugnantes.
Hank, Diana, Bobby e Uni se juntam aos outros e todos começam a subir, de costas, a escadaria. A criatura amebóide os persegue, quase alcançando as patas de uni. O unicórnio *** selvagemente para evitá-la. Os garotos recuam novamente, armas prontas. A criatura amebóide os segue, faminta.
– O que é isso, Presto?
– O que quer que seja, sabe o que NOS somos: almoço!
Hank aponta apra baixo para baixo a fecha que estava preparada anteriormente.
– Ah, é? Vamos ver se ela gosta do nosso tempero.
Ele dispara a flecha. A criatura está quase preenchendo toda a escadaria. A flecha se aproxima. Um pseudópode ergue-se envolve a flecha sem nenhum efeito visível, salvo por uma ondulação luminosa que desce pelo pseudópode abaixo. Então toda a massa se avoluma em frente novamente.
Eric engole em seco, preocupado.
– Parece que ela gostou mesmo!
Presto dá um passo à frente, uma mão agitando no ar sobre o chapéu.
– Deixa eu tentar!
Ele enfia a mão no chapéu, retira uma esfera brilhante de energia mística e lança para baixo. A criatura absorve a esfera mágica do mesmo modo que fez com a flecha, e começa a se apressar na direção deles. O grupo continua recuando escada acima. A criatura está se aproximando. Presto parece desanimado.
– Onde está Steve McQueen quando a gente precisa?
– É melhor pensarmos em alguma coisa. Esse pote de geléia significa problemas.
Bobby ergue seu tacape com determinação.
– Ah, é? Eu tambem!
Bobby corre. Sheila tenta segurá-lo, mas não consegue.
– Bobby! Cuidado!
O monstro ergue-se ameaçador acima de Bobby quando ele se aproxima. Bobby bate com seu tacape em uma das paredes da escadaria – e, em seguida, na parede oposta. As paredes racham e desabam, enterrando a criatura sob toneladas de pedra enquanto o pequeno bárbaro corre de volta.
Os garotos emergem da poeira e fragmentos de rocha.
– Bobby? Tudo bem com você?
Depois de um momento, Bobby também corre para fora da nuvem de poeira – que começa a sumir, revelando a escadaria bloqueada.
– Boas e más notícias. Aquela coisa está soterrada…. mas agora não podemos voltar pela escada.
Eric olha para Hank com satisfação.
– Isso significa que temos que subir.
Hank olha para ele e continua lentamente.
– Você ganhou… por enquanto.
Todos continuam subindo.
…………………………………
Na parte mais alta do Cenotáfio há um santuário. Uma câmara enorme, como uma catedral, com uma abóbada gigante em uma parede e um sarcófago ornamentado no meio do chão, a tampa esculpida no formato de uma figura em repouso. A parede oposta à abobada ruiu, revelando o abismo além do Reino. A escadaria termina em outra parede. O Vingador e o Mestre dos Magos estão ao lado do sarcófago.
– Eles estão vindo, Vingador – diz o Mestre. – Duvidando e suspeitando uns dos outros, e de sua jornada. Mas ainda vindo.
– Bah! Eles ainda podem falhar. E falharão!
O Vingador olha para a figura esculpida na tampa do sarcófago com uma expressão indecifrável, e então se vira. Não é possível ver os traços da escultura.
– Não conte vitoria ainda, velho.
– Não serei o vencedor, Vingador – diz o Mestre dos Magos, contemplando a tampa do sarcófago. – Será você.
Ele se volta ao som de passos. Na escada surge Eric, seguido pelos outros. Ele pára e olha em volta.
– Então é isso. Não parece lá grande coisa.
O santuário agora está vazio, exceto pelo sarcófago e pelos garotos. Diana aponta para a parede desmoronada do Abismo além.
– Vejam… Continua para sempre…
Os garotos se aproximam cautelosamente da parede ruída e olham através dela para o Abismo derradeiro.
Na fronteira do Reino, um desfiladeiro infinito mergulha na noite nevoenta milhares de milhas abaixo. Estrelas piscam nas profundezas. Vagamente visível é a sugestão de pilares titânicos, do tamanho de continentes, que apoiam o Reino.
Sheila se aproxima da abóbada. Quase oculto no entalhe da ornamentação está um buraco de  fechadura.
– Há uma fechadura aqui. Isto é uma porta.
Presto se aproxima do sarcófago e olha o rosto d figura esculpida ali. Ele reage com espanto.
– Vejam! Na tampa! É o…
Finalmente é possível ver claramente a figura esculpida. Um homem m trajes de guerreiro com os braços cruzados sobre o peito. Sua face é nobre, serena. Sem as pressas, chifre, asas e outras características do mal – mas pertence, sem duvida, ao Vingador.
– Eu não entendo. Quem iria querer fazer o velho cabeça-de-chifre parecer bom?
– Só há um maneira da gente descobrir – diz Eric.
– Abrindo.
Os garotos se alinham ao lado do sarcófago e empurram a pesada tampa. Com o som de atrito de pedra com pedra, ela escorrega e revela o seu interior. Esta vazio, exceto por uma chave comum, no fundo. Eric alcança e agarra a chave.
– Conseguimos a chave! Agora só precisamos jogá-la no Abismo.
Quando Eric se volta para o Abismo, Hank entra no seu caminho.
– Você ainda não entendeu, Eric? Jamais voltaremos para casa confiando no Vingador.
– Saia do meu caminho, Hank!
– Não! – Hank sacode a cabeça negativamente. –Eu estou certo sobre isso. Eu sei!
Eric ergue o escudo. Súbito, todos são derrubados por um tremor próximo ao sarcófago. Eles gritam de surpresa. A criatura amebóide ressurge, erguendo-se do chão, os pseudópodes se lançando em todas as direções. Os garotos se espalham para evitá-la.
– Vejam! A coisa voltou! Cuidado com os tentáculos!
Eric segura a chave. Um pseudópode vai em sua direção agarrando seu escudo e jogando o jovem. Eric cai próximo ao Abismo. Ele olha para a chave, e se prepara para joga-la lá.
A mão de Hank surge e segura o punho de Eric.
– Não!
– Me larga! – protesta Eric, tentando se soltar.
Diana recua ante uma onda da criatura, mantendo sua vara à frente. Um pseudópode se projeta da massa principal e agarra a vara, puxando Diana em sua direção. Diana se apoia com força sobre os pés, mas a criatura é muito forte para ela…
Presto ergue o chapéu, recuando do horror que se aproxima. O chapéu brilha – mas antes que qualquer coisa posa emergir, um pseudópode o agarra, fechando-o e prendendo as mãos de Presto.
A coisa ergue Presto do chão. Ele balança indefeso na garra do pseudópode.
Eric e Hank estão de pé agora, ambos agarrando a chave. Hank esta de costas para o Abismo.
– Me deixa jogar a chave! Você quer ser prisioneiro deste lugar para sempre?
Os olhos de Hank se arregalam com uma ideia súbita.
– Eric! Lembra quando você falou que todo o Reino é uma prisão?
Eric continua segurando a chave, enquanto Hank fala.
– Acho que você está certo! Todos nós somos prisioneiros aqui… incluindo o Vingador! E essa é a chave!
Uni esta encurralado em um canto. Um pseudópode o agra e ergue. Uni bale de medo.
Sheila veste seu capuz quando outro pseudópode a alcança. Ela fica invisível, mas a criatura evidentemente usa outros sentidos além da visão para localizar sua presa. Ela se enrosca na forma invisível de Sheila, que grita. O capuz cai e ela volta a ficar visível de novo enquanto também é erguida, esperneando.
Bobby está em outro canto, agitando seu tacape para manter um pseudópode à distancia.
– Sheila! Uni!
Ele ergue seu tacape sobre a cabeça e golpeia o chão. A onda de choque ondula pela forma protoplasmática, fazendo com que largue Sheila, Uni, Diana e Presto que caem no chão. A onda de choque também derruba Hank e Eric. Hank larga a chave, deixa o arco cair e cambaleia para trás. Ele paira por um momento, os braços sacudindo, na fronteira do infinito…
E então cai, com um grito. Eric tenta segurá-lo, mas é tarde. Ele se foi.
– Hank!
A criatura se recupera dos efeitos da pancada de Bobby. Os garotos estão juntos agora. A criatura de aproxima como uma onda, cercando-os. Eles tentam se liberar, mas é como correr atracés de lama. O protoplasma flui ao redor deles. Mas um momento e vai envolvê-los completamente. Os garotos resistem.
Eric olha para seus amigos, então para o Abismo, e enfim para a chave em sua mão.
Repentinamente o Vingador se materializa à sua frente. E aponta para o Abismo.
– A chave, cavaleiro! Lance-a ao Abismo… ou não vai ver sua casa nunca mais!
Eric olha para o Abismo e depois na direção oposta, onde está a fechadura. Toma um a decisão: se volta e corre e direção a abóbada. O Vingador abre suas imensas asas em ira.
– Pare! – ele rosna, lançando um raio mágico na direção de Eric, que usa seu escudo para apará-lo. Ele cambaleia, mas continua correndo. O Vingador ergue a mão para arremessar outro raio, mas neste momento um pseudópode surge, envolvendo-o, prendendo suas mãos. Ele resiste. Sob a abóbada, Eric faz uma pausa.
– Hank, é melhor você estar certo!
Ele enfia a chave na fechadura e gira. O Vingador se liberta do pseudópode com uma explosão de magia. Seus olhos se arregalam ao perceber que é muito tarde.
– Nãããão!
Sob a abóbada, a porta se escancara. Uma cascata de luz cintilante emerge, momentaneamente revelando a silhueta de Eric, que cambaleia para trás. As forças pirotécnicas varrem tudo à frente com muito barulho.
As cabeças dos garotos já estão quase cobertos pela massa da criatura, quando a força de luz os atinge. A criatura encolhe e desaparece em um clarão. Os garotos caem. O Vingador recua um passo, erguendo as mãos em uma tentativa inútil de evitar a magia que o envolve. Ele grita com horror.
…………………………………
Os raios de magia se expandem e espalham, partindo da torre para todo o Reino e além.
Nos campos, servos trabalham na lavoura vêem um raio cair próximo a eles, como um meteoro. Um portal se abre, mostrando um o solitário da Terra brilhando sobre uma cidade medieval. Eles largam suas ferramentas e correm em direção ao portal, com gritos de alegria.
Outro raio mágico rasga um portal próximo a um grupo de homens-lagarto. O mundo que aparece para eles é como uma selva tropical, com três sóis vermelhos brilhando. Os homens-lagarto corre em direção ao portal.
Por todo o Reino a mesma cena se repete.
Os orcs e outros servos do Vingador correm em pânico à medida que um raio avança na direção da cidadela. O demónio das Sombras surge, reagindo à destruição que se aproxima, levantando suas garras em inútil defesa. Um momento depois a cidadela é atingida e destruída pelo raio.
…………………………………
Quando o último dos raios é emanado e o efeito termina, Eric se acha sentado, perplexo, perante uma abóbada enorme e vazia. Diana, Sheila, Presto, Bobby e Uni corem em sua direção. Presto ajuda Eric a se levantar.
– Vocês viram aquilo?
– Esta brincando? Estávamos todos aqui.
– Parece que Hank tinha razão…
– HANK! – Reage Eric com um choque.
Ele corre. Os outros o seguem. À beira do Abismo os garotos se juntam e olham para baixo, temendo o pior. Então sorriem com alívio; hank está agarrado a uma saliência rochosa sobre o Abismo.
– Bem, não fiquem aí parados. Me tirem daqui!
Diana estende sua vara para Hank. Ela brilha enquanto ele se agarra até voltar para junto do grupo. Ele pega seu arco e olha em volta.
– Ei! O que esta acontecendo com o Vingador?
Todos olham e reagem à medida que a luz tremeluzente começa a brilhar. O Vingador continua preso pelo feitiço luminoso. Ele começa a se transformar na figura nobre e majestosa esculpida no sarcófago. Ele olha para si mesmo, incrédulo. Quando fala, sua voz é aquela do Vingador, mas sem aquele tom sinistro. Os garotos assistem com espanto. Hank ergue seu arco em um gesto de triunfo.
– Eu estava certo! Nossa missão no Reino não erra derrotar o Vingador. Era REDIMI-LO!
O novo Vingador se aproxima dos garotos. Então, diante deles, um clarão de luz prismática aparece e toma a forma do Mestre dos Magos. Ele olha para o Vingador e sorri. O Vingador se ajoelha à sua frente.
– Pai… Eu retornei.
Uni lambe a mão do Vingador enquanto o Mestre dos Magos, com lagrimas nos olhos, se volta para os garotos.
– Obrigado, meus jovens pupilos. Vocês fizeram a única coisa que não estava em meu poder fazer… vocês trouxeram meu filho de volta para mim.
Os garotos olham uns para os outros confusos.
– VOCÊ é o pai do Vingador?!
– Não há muita semelhança familiar…
– Milhares de anos atrás – sorri o Vingador -, eu escolhi seguir um Mestre que servia o Mal. Aprisionei neste cenotáfio tudo aquilo que o Mestre dos Magos havia me concedido. E agora vocês me libertaram.
O mestre dos magos ergue as mãos e um raio final sai da abóbada, atingindo o chão próximo aos garotos, formando um portal. Dentro dele é possível ver o parque de diversões. Os garotos suspiram.
– E vocês deram àqueles, presos neste Reino, sua liberdade. Eu não posso fazer menos. Vocês estão livres para retornar ao seu mundo, se quiserem.
Os garotos olham uns para os outros em alegria incrédula, à meda que o Mestre dos Magos prossegue:
– Ou vocês podem permanecer aqui, no Reino. Ainda há muito mal a combater e muitas aventuras a Ter.
Os garotos e Uni permanecem diante do portal, tendo o Mestre dos Magos de um lado e o Vingador do outro.
– A escolha, meus jovens, é de vocês
Os garotos olham uns para os outros, sorrindo, lágrimas de felicidade em seus olhos, prontos para tomar a maior de todas as decisões.

O FIM.

Creditos da transcrição do conteudo da revista para a net PauloStore do forum RFONLINE oficial segue o link do conteudo originalmente postado.

Abraços

Taz

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~ por Tazbugado em novembro 26, 2009.

3 Respostas to “Episódio Final da Caverna do Dragão !!!”

  1. […] não foi produzido o episódio final mas…. Existe na net o episódio roteirizado chamado REQUIEM e também na Revista Dragão […]

  2. Fala sério!!!

    Não teve fim algum!!!

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